Saneamento Ambiental (N. 61) Parceria: O Porta-Voz e Painel do Coronel

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Odilon assume liderança na reta final

Com 52,5% Odilon assume liderança na reta final, diz pesquisa IPEXX Brasil




O candidato ao governo do Estado, juiz Odilon de Oliveira, já aparece na frente do oponente, Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta reta final e agora está em primeiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 22, feita pelo Instituto de Pesquisa Ipexx Brasil.

A pesquisa mostra Odilon com 52,52% dos votos válidos, contra 47,48% do concorrente. Nas duas análises anteriores deste segundo turno o pedetista se mostrava em segundo, mas empatado no limite da margem de erro.

A pesquisa foi feita nos 12 maiores colégios eleitorais: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Aquidauana, Sidrolândia, Paranaíba, Maracaju e Coxim.

Para Odilon, as últimas pesquisas estão mais perto da realidades das ruas. “Não temos rejeição e cada dia mais as pessoas estão aderindo ao nosso projeto. No corpo a corpo sentimos isso diariamente. Nessa última semana vamos intensificar a campanha e levar nossas propostas à população, que já se decidiu pela mudança de verdade. Agora é a hora da virada”, declarou, acrescentando que os apoiadores voluntários devem continuar firmes no trabalho formiguinha de conversar com as pessoas em todo o Estado.

O nível de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máximo estimado considerando um modelo de amostragem aleatório simples, é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 1.040 eleitores, entre os dias 17 e 21 de outubro. A pesquisa foi registrada no TRE-MS sob o número 05585/2018.

Rejeição

O levantamento mostra que a Rejeição de Reinaldo continua maior. D e acordo com a amostragem, 35,10% dos entrevistados disseram que não votariam no candidato a reeleição de jeito nenhum, contra 25% de Odilon.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Investimento público em saneamento é prioritário

 SANEAMENTO


Por Luiz Augusto Pereira de Almeida*
Estudo do Banco Mundial (BIRD), que acaba de ser divulgado pela ONU, demonstra haver 100 milhões de pessoas sem acesso a sistemas adequados de saneamento básico na América Latina, incluindo 70 milhões que não têm água encanada. No Brasil, menos da metade da população conta com redes de esgoto.
O relatório salienta que nosso país detém um quinto das reservas hídricas mundiais. No entanto, tal abundância não significa acesso universal a água própria para o consumo e a saneamento. Menos da metade dos brasileiros (48,6%) é atendida por serviços de esgoto e somente 39% dos domicílios têm seus rejeitos tratados. Apenas 43% das residências dentre as 40% mais pobres do Brasil têm vasos sanitários ligados à rede de esgoto (este número citado pelo BIRD é de 2013). Outro aspecto enfatizado pelo estudo refere-se ao desperdício de água no processo de distribuição.
O novo relatório do BIRD confirma ser crucial que os governos dos países emergentes invistam em saneamento básico, inclusive a fundo perdido, para que água e esgoto sejam universalizados, independentemente de aspectos regionais ou classes de renda. Isso porque a falta desses equipamentos de infraestrutura gera problemas graves. Ingerir água contaminada, por exemplo, pode causar um sem número de doenças gastrointestinais. Outra consequência é o impacto no meio ambiente. Despejar esgotos não tratados pode contaminar o solo, lençóis freáticos e reservas de água.
Não podemos, também, deixar de citar o aspecto da dignidade humana. O saneamento básico insere-se no direito à saúde e à vida. Nossa Constituição destaca, em seu artigo 196, que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos.  
Exemplo da importância do aporte de recursos públicos nessa área podemos encontrar no Estado de São Paulo, que tem posição de destaque no Ranking de Saneamento do Instituto Trata Brasil, que abrange 100 municípios. Dentre as dez cidades melhor classificadas, seis são paulistas.  Por outro lado, segundo dados da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, tem sido adotado um conjunto de ações emergenciais e estruturantes, inclusive para o enfrentamento da pior estiagem ocorrida nos últimos 84 anos, cujo momento mais agudo foi o ano de 2015. Boa parte das medidas já estava prevista no Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista, publicado em 2013.
A Pasta revela, ainda, contar com programas de auxílio a municípios, como o Reágua e o Sanebase. As intervenções financiadas com recursos do Governo de São Paulo buscam ampliar os níveis de atendimento dos municípios para a implantação, reforma, adequação e expansão dos sistemas de água e esgotos, com vistas à universalização desses serviços. Isso contribui para a melhoria das condições de saúde e da qualidade da vida. Juntos, os programas contam com mais de 1.900 convênios firmados.
Também conforme informações da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, o governo paulista apoia os municípios não operados pela Sabesp, na execução de estações de tratamento de esgoto, com a execução de projetos, obras e serviços. Desde o início da implantação desse programa, foram atendidas 93 cidades, com investimento de R$ 170 milhões, abrangendo, até o momento, 1,32 milhão de habitantes.
Ademais, a Sabesp desenvolve o Programa de Redução de Perdas de Água, classificada pela Pasta como a maior iniciativa do Brasil nessa área. Trata-se de investimento de R$ 6 bilhões. O programa realiza a troca de ligações domiciliares, hidrômetros e redes de água. Também são pesquisados vazamentos não visíveis em 150 mil quilômetros de redes, o que equivale ao dobro de extensão de toda a tubulação de distribuição de água existente em todos os 366 municípios operados pela companhia, cujas perdas, nos últimos dez anos, foram reduzidas em 6,3 metros cúbicos de água por segundo. Este volume é suficiente para abastecer dois milhões de pessoas.
O estudo do BIRD e os dados do Estado de São Paulo evidenciam que saneamento básico não é algo que possa atender apenas à lógica da lei de mercado de direcionar investimentos aonde exista mais demanda. Afinal, água e esgoto têm direta correlação com saúde e sustentabilidade socioambiental.

Postado por Carlos PAIM

quinta-feira, 5 de maio de 2016

MPMG denuncia Samarco e 14 funcionários por crimes ambientais

Denúncia pede que eles sejam afastados e tenham passaportes recolhidos.
Promotor listou três crimes ambientais, dentre eles associação criminosa.


O Ministério Público de Minas Gerais informou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), emBelo Horizonte, que denunciou a mineradora Samarco e 14 funcionários da alta cúpula da empresa por crimes ambientais a respeito do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A tragédia completa hoje seis meses. De acordo com o promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, a denúncia pede o afastamento dos funcionários, além do recolhimento dos respectivos passaportes. O G1 entrou em contato com a Samarco e aguarda retorno.
Os denunciados na ação são: Ricardo Vescovi de Aragão (diretor-presidente até 20 de janeiro), Kléber Luiz de Mendonça Terra (diretor de Operações e Infraestrutura até 20 de janeiro), Maury Souza Júnior (diretor de Operações e Infraestrutura após 20 de janeiro), Rubens Bechara Júnior (gerente geral de Saúde e Segurança), Márcio Isaías Perdigão Mendes (gerente geral de Meio Ambiente e Licenciamento), Wagner Milagres Alves (gerente geral de Operações de Mina), Germano Silva Lopes (gerente geral de Projetos Estruturantes), Daviely Rodrigues da Silva (gerente de Geotecnia de Barragens), Álvaro José Ribeiro Pereira (gerente de Segurança do Trabalho), João Batista Soares Filho (gerente de Desenvolvimento Ambiental e Licenciamento), Euzimar Augusto da Rocha Rosado (coordenador de Meio Ambiente), Edmilson de Freitas Campos (setor de Operações e Infraestrutura), Reuber Luís Neves Koury (setor de Operações e Infraestrutura) e Wanderson Silvério Silva (coordenador técnico de Planejamento e Monitoramento).
Seis dos denunciados estão com pedidos de prisão expedidos pela Polícia Civil de Minas Gerais por 19 homicídios, em decorrência do rompimento da barragem, dentre eles Ricardo Vescovi e Kléber Terra. A Polícia Federal também indiciou as empresas Samarco e Vale, uma das donas da Samarco, e a consultoria VogBR, que atestou a estabilidade de Fundão. Neste inquérito, sete pessoas também foram denunciadas, dentre elas, novamente, o diretor-presidente licenciado Ricardo Vescovi. Os demais nomes não foram divulgados.
Durante a entrevista coletiva nesta manhã, o promotor citou o desaparecimento de um vídeo que mostrava a movimentação de lama, em decorrência do rompimento de um dique da barragem de Fundão. Segundo Marcos Paulo Miranda, as imagens foram solicitadas à mineradora, mas não foram cedidas.
"As nossas investigações indicam que o sinistro ocorrido nos dias 16 e 17 de janeiro implicaram em uma imensa movimentação. O rompimento de um dique, chamado dique s2, que fazia parte da estrutura da barragem que havia rompido no dia 5 e sobrecarregou inclusive a barragem remanescente de Santarém. Ou seja, as vidas das pessoas residentes abaixo dessa barragem foram expostas novamente a risco", afirmou o promotor.
Medidas insuficientesO promotor de Justiça do Meio Ambiente Carlos Eduardo Ferreira Pinto, que também participou da coletiva nesta manhã, disse que as medidas da Samarco são insuficientes e que os rios continuam a ser poluídos.
"Não estamos satisfeitos. É muito aquém do que a sociedade espera. (...) As medidas são insuficientes, no que se refere ao vazamento. A poluição continua a ser lançada nos nossos rios, quer seja do ponto de vista das estruturas remanescentes e sua segurança, que ainda não atingiram um nível necessário para resguardar a sociedade. E, principalmente, na eficácia das medidas ainda insuficientes", afirmou.
Já a promotora Carolina Queiroz de Carvalho, que atua na comarca de Ponte Nova, criticou o acordo entre a União e as empresas e chamou a iniciativa de "desastrosa". O acordo assinado no dia 2 de março entre representantes dos poderes públicos federal,  dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além da Mineradora Samarco, teve o objetivo de criar um fundo de R$ 20 bilhões para recuperar a Bacia do Rio Doce em 15 anos. A previsão é que, entre 2016 e 2018, a mineradora aplique no fundo R$ 4,4 bilhões.
A campanha “Mar de Lama Nunca Mais”, iniciativa da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), em parceria com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Meio Ambiente, Patrimônio Histórico Cultural, Habitação e Urbanismo (Caoma), que visa a implantação de um projeto de lei que torne a fiscalização de barragens mais efetiva em Minas Gerais, alcançou mais de 13 mil assinaturas.


O rompimento da barragem de Fundão, que pertence à mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, afetou outras localidades de Mariana, além do leito do Rio Doce. Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades de Minas Gerais e no Espírito Santo e chegou ao mar. Dezenove pessoas morreram. Um corpo ainda está desaparecido. O desastre ambiental é considerado o maior e sem precedentes no Brasil.
De acordo com o promotor, os denunciados da Samarco cometeram crimes ambientais de poluição ambiental, omissão na adoção de medidas de prevenção a desastres, associação criminosa e dificultar ou impedir a atuação de órgãos de proteção ao meio ambiente.
A denúncia foi oferecida à Justiça no dia 10 de março. Marcos Paulo Miranda explicou que a ação está na Vara Federal de Ponte Nova, fixada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) como competente provisoriamente para ações a respeito do rompimento da barragem.
Os processos relacionados ao desastre estão suspensos até que o STJ julgue o conflito de competência em definitivo. Entre os processos está o inquérito da Polícia Civil, que indiciou sete pessoas por 19 homicídios, e o inquérito da Polícia Federal, que indiciou as empresas Samarco, Vale e VogBR e mais sete executivos e técnicos da Samarco e da VogBR pelo rompimento.
"Essa ação é desastrosa para a população que foi atingida, porque a União não tem nenhum bem dela, com exceção do meio ambiente em geral, atingido. Mas quando ela propõe uma ação dessas e pede que a Justiça Federal considere todos os danos englobados naquela ação, ela tira do cidadão que foi vítima a possibilidade de diálogo, e foi isso que aconteceu", argumentou Carolina.
Mar de Lama Nunca Mais
A proposta foi elaborada pela força-tarefa do Ministério Público de Minas Gerais que atua nas investigações da tragédia em Mariana. A meta é alcançar 30 mil adesões até o mês de junho. Outras informações aqui.
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Estudo mapeia o lixo jogado nos oceanos

Por (o))eco

Coleta de amostras - KOROR
Coleta de amostras de resíduos em Koror, Palau. Foto: Divulgação.
É sujeira para todos os lados. A poluição dos oceanos atinge locais isolados e de proteção ambiental, como a costa da república de Palau, um santuário marinho. A maior parte dos resíduos é plástico que vem de longe, trazido pelas ondas. O levantamento desse problemão ambiental está sendo feito por pesquisadores suíços que integram a expedição Race for Water Odyssey. Nesta quinta-feira (05), a embarcação que saiu há 300 dias de Bordeaux, na França, chegou ao Rio de Janeiro.
Ao todo, a expedição já percorreu 32 mil milhas náuticas até agora (um pouco mais de uma volta em torno da Terra) coletando dados, cujo resultado será apresentado até o ano que vem. Mas o que já sabem é preocupante: 80% da poluição dos oceanos é composta por plásticos, segundo amostras de resíduos retiradas pela equipe da Race for Water. Estima-se que a humanidade produz 250 milhões de toneladas de plástico cada ano, dos quais 10% acabam no mar. Plástico esse que poderia ser drasticamente reduzido com mudança de consumo, já que 35% são usados apenas uma vez e logo descartado. 
"Encontramos plástico em todo lugar, mesmo em áreas isoladas e bem preservadas”, explica Marco Simeoni, presidente da Race for Water e organizador da expedição. Em conversa com jornalistas na manhã desta quinta-feira, Simeoni explicou que embora seja possível encontrar resíduos em qualquer lugar, existem cinco grandes áreas que concentram a poluição devido às correntes marítimas. São as chamadas zonas de convergência. As manchas de poluição estão distribuídas nos oceanos Atlântico (Sul e Norte), Pacífico (Sul e Norte) e Índico, numa área que, juntas, totaliza duas vezes o tamanho do Brasil.  
Itinerário
Itinerário da expedição mostra a região das zonas de convergência, onde estão concentrados grandes quantidades de resíduos.
Campanha
Em terras fluminenses, a expedição foi recebida pelo embaixador suíço no Brasil, André Regli, e pelos representantes do Swissnex Brazil -- iniciativa do governo Suíço que conecta os dois países pela ciência, e do swissando, agência que promove a suíça no Brasil. Aqui, a fundação e o governo suíço lançaram a campanha nacional de conscientização chamada “mar sem lixo, mar da gente”, que debate o problema do lixo plástico nos oceanos.


Este artigo foi postado em sexta-feira, novembro 6th, 2015 as 02:02 na categoria Notícias. Você pode seguir esta postagem através do feed RSS 2.0 se quiser.

sábado, 12 de setembro de 2015

Aterro Sanitário

Biologia

O lixo ou resíduos sólidos que produzimos em nossa casa, no nosso trabalho, em nossa escola ou em qualquer outro local polui o meio ambiente e agrava consideravelmente a situação dos aterros sanitários do país, isso quando as cidades possuem um aterro sanitário, pois muitas possuem apenas um depósito a céu aberto onde as pessoas, que do lixo retiram seu sustento, podem se contaminar com doenças. Nessas cidades é necessário maior controle ambiental e maior cuidado com a saúde pública.
Os resíduos da atividade humana vêm se acumulando e degradando o ambiente natural, o que faz com que os recursos fiquem mais escassos e consequentemente mais caros.
O que ocorre é que a maioria da população não se preocupa com a quantidade de material descartável que gera e continua a utilizar mais do que a reciclar, sacos plásticos, metais, eletrônicos, que com o advento da modernidade se tornam rapidamente defasados, madeira, vidro, além do desperdício de alimentos e de muitos outros materiais que rapidamente são considerados inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

Um aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana, são provenientes de residências, indústrias, hospitais, construções e consiste em camadas alternadas de lixo e terra que evita mau cheiro e a proliferação de animais.

Um aterro segue princípios da engenharia de confinar resíduos sólidos à menor área possível e reduzí-los ao menor volume possível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou em intervalos menores, se necessário. Deve ser impermeabilizado e possuir acesso restrito, ter a quantidade de lixo controlada e conhecer que tipos de resíduos estão sendo depositados. Na maioria, os aterros sanitários são construídos em locais afastados das cidades em razão do mau cheiro e da possibilidade de contaminação do solo e das águas subterrâneas. Essa contaminação pode ocorrer por infiltração do chorume ou percolado, líquido contendo componentes tóxicos que flui do lixo para o solo e corpos d’água.

Atualmente, existem normas que regulam a implantação dos aterros, e uma dessas regras é a implantação de mantas impermeabilizantes que evitem essa infiltração. É necessário também que haja a retirada desse líquido, por sistemas de drenagem eficientes, com posterior tratamento dos efluentes sem que agrida o meio ambiente. Gases também são liberados e podem ser aproveitados como combustíveis, o que pode trazer benefícios financeiros. Outras maneiras ambientalmente mais viáveis são a reciclagem, a compostagem, a reutilização e a redução.
Com a reciclagem, materiais que podem ser reciclados não vão para o aterro. Mas para que isso seja possível, é necessário que ocorra a coleta seletiva do lixo, ou seja, a separação dos diferentes componentes que utilizamos.
Com a reciclagem, os materiais são transformados em matéria-prima para a produção de um novo produto, reduzindo assim a utilização de fontes naturais. Um exemplo é a reciclagem de latinhas de alumínio. Reutilizar significa usar de novo, dando ou não uma nova função para um objeto considerado sem utilidade, como quando alguém transforma a embalagem de leite longa vida em caixa para presente.

Para evitar o desperdício de alimentos, muitas pessoas criam galinhas a fim de aproveitar tanto os ovos como os restos alimentares humanos. Já a compostagem é um conjunto de técnicas. O homem utiliza a compostagem para controlar o processo biológico dos micro-organismos ao transformarem a matéria orgânica em um material chamado composto, semelhante ao solo; utilizado como adubo por ser rico em nutrientes minerais e húmus. Esse processo aumenta a presença de fungicidas naturais e a retenção de água pelo solo.

Outro interessante modo de reduzir a quantidade de lixo produzido é o consumo consciente, ou seja, comprar aquilo que irá realmente utilizar, sem exageros para que não ocorram desperdícios.

Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vereador licenciado impede “colega” de fiscalizar o lixão de Aquidauana

O fato gerou polêmica na 1ª sessão ordinária do Poder Legislativo aquidauanense, a partir do momento em que o vereador Mauro do Atlântico narrou o que imputa ser um fato inédito na política de Aquidauana. Em um documento protocolizado junto às Comissões Permanentes Justiça, Redação e Eficácia Legislativa e a de Obras Publicas, Desenvolvimento Urbano e Assuntos Fundiários, o vereador Mauro do Atlântico esclarece que no ultimo dia 23 foi alvo de desrespeito porque lhe foi negado o direito de fiscalização do deposito de lixo de nossa cidade pelo vereador licenciado e atual Gerente de Obras e Serviços Urbanos, Clézio Fialho.

O vereador Mauro do Atlântico teve negado o direito constitucional do vereador fiscalizar o Poder Executivo em suas ações, bem como na aplicação correta de recursos públicos. O direito à informação e fiscalização também decorre do principio da publicidade previsto no artigo 37 da mesma Carta, que será observado pela administração Publica como condição de validade de seus atos, consoante a balizada doutrina de Hely Lopes Meirelles.

Conclui-se, que o direito a informação e a fiscalização é amplo, alcançando não apenas os atos conclusos como, também os em andamento, porquanto é pressuposto na Administração Publica que nada se fará às escondidas. “Temos que cobrar uma atitude do prefeito Zé Henrique”, pois se trata de um flagrante desrespeito ao povo de Aquidauana.

Mauro do Atlântico obteve a solidariedade dos vereadores Thales Leite (PSDB), Nilson Pontim (PSDC), Luzia Cunha (PT) e Wezer Lucarelli (PROS). Por outro lado o presidente do Legislativo, vereador Anderson Meireles assumiu que tomará as providências que o episódio requer pois, não se pode cercear o direito de  fiscalização do vereador.

Nilson Pontim confirmou estar preocupado; vereador assume cargo no Executivo e não manifesta apoio às indicações dos demais. “Fico triste, pois nossas indicações têm por objetivo atender os interesses da comunidade que busca ações que possam a melhorar a qualidade de vida de todos”.

Já o vereador Lucarelli, disse que estranha a atitude do vereador licenciado Clézio Fialho e que a situação pode ser resolvida com diálogo, porém solicitou da Mesa Diretora que oficie ao prefeito Zé Henrique e que se ele não se manifestar pode ser discutida inclusive a cassação do alcaide. “Precisamos exercer em sua plenitude nosso direito constitucional de fiscalizar o Poder Executivo”


Leia também, a matéria publicada pelo G1, alguns dias antes do fim do prazo estabelecido pela lei, para a extinção dos lixões, após clicar no seguinte LINK:   

http://saneamentobasicogeral.blogspot.com.br/

segunda-feira, 3 de março de 2014

Noni: a planta que cura 27 enfermidades

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos

27/01/2009 11:28
 
Vez por outra, uma planta aparece no cenário nacional com a promessa de curar vários tipos de doenças. Em alguns casos, a fama é comprovada, em outros, os efeitos colaterais acabam por desmistificar o uso exagerado. Há algum tempo, os piauienses conheceram uma planta comum do Taiti, chamada popularmente de Noni. Muitos pesquisadores estão estudando os efeitos de seu fruto e já comprovaram, com 75% de eficiência, os efeitos positivos para a cura de 27 enfermidades. 

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos. O fruto noni, que lembra uma graviola ou fruta do conde, é transformado em suco e misturado com suco de uva ou goiaba, em proporções já estabelecidas. O suco combate, entre outras doenças, artrite, artrose, reumatismo, diabetes tipo 1 e 2, dores de cabeça, impotência sexual, perda de peso e hipertensão. A planta pode chegar a três metros de altura e produz durante o ano inteiro. 

O professor do curso de Agronomia e coordenador do Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais da UFPI, Francisco Rodrigues Leal, diz que o noni já tem seu espaço garantido na Fitoterapia. “É uma fruta com um sabor e um cheiro diferentes que, aos poucos, a gente se acostuma. No seu país de origem, a fruta é largamente consumida in natura, como nós comemos a goiaba aqui”, comentou o professor. 

De acordo com informações de Francisco Leal, o noni funciona porque tem como princípio elevar a imunidade da pessoa e recuperar as células danificadas. “Além, é claro de toda a riqueza de vitaminas e aminoácidos contidos na fruta”, disse. O concentrado deve ser feito na seguinte proporção: 89% da polpa da fruta e 11% de suco de uva ou goiaba. “Se o paciente fizer em um copo de 100ml deve usar 60% de polpa e 40% de suco de uva ou goiaba”, disse. 

A empresária Margarida dos Santos, de 55 anos, já pagou caro pela garrafa de suco comercializada no Brasil. “Comprei a garrafa em São Paulo. Eu sofria de refluxo gastro-esofágico e depois de 15 dias tomando o suco o problema começou a diminuir — já o remédio não tinha adiantado. O bem-estar aumentou, a pele melhorou bastante e meu cabelo parou de cair como vinha acontecendo de forma dramática. Já tomo o suco há três meses, de manhã em jejum”, informou. 

Francisco Leal alertou, porém, que cada caso é um caso. O paciente deve procurar orientação de um fitoterapeuta, para não correr o risco de usar medidas diferentes ou simplesmente não saber o tempo correto do tratamento. O setor de agronomia da UFPI conta hoje com pouco mais de cem plantas de noni e distribui mudas, em pequena quantidade, para a população.

Produto ainda não tem registro na Anvisa

A popularidade do Noni em alguns países está intimamente ligada ao seu poder terapêutico. Em 2003, a fruta virou febre nos Estados Unidos, que por lá, é misturada com blueberry ou cranberry. Em tempo: o cranberry, uma frutinha vermelha do Hemisfério Norte, é parente da groselha e, acredita-se, do cupuaçu. De acordo com estatísticas de 2003, uma garrafa do suco era vendida a cada dois segundos (ou menos) pelo mundo afora — sem falar das cápsulas e dos chás. Muitas pessoas também revendem o suco na Internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - informou, em maio de 2007, que o noni não possui histórico de consumo no Brasil e, portanto, a comercialização de qualquer alimento contendo esse ingrediente só será permitida após a comprovação de sua segurança de uso e registro na Anvisa. Ressaltou ainda que, de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás e de vários outros estados brasileiros proibiram a comercialização do suco vendido no Brasil, exatamente por causa da não comprovação da segurança da Anvisa. Controvérsias à parte, quem faz uso do suco do noni diz que seus efeitos são únicos e não se arrependem de tomar, diariamente. 

Fonte: Katiúscia Alves / Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Repórter: Portal O Dia
 
Saneamento Ambiental (N. 61) Parceria: O Porta-Voz e Painel do Coronel

Saneamento Ambiental (N. 61) Parceria: O Porta-Voz e Painel do Coronel

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Odilon assume liderança na reta final

Com 52,5% Odilon assume liderança na reta final, diz pesquisa IPEXX Brasil




O candidato ao governo do Estado, juiz Odilon de Oliveira, já aparece na frente do oponente, Reinaldo Azambuja (PSDB), nesta reta final e agora está em primeiro, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 22, feita pelo Instituto de Pesquisa Ipexx Brasil.

A pesquisa mostra Odilon com 52,52% dos votos válidos, contra 47,48% do concorrente. Nas duas análises anteriores deste segundo turno o pedetista se mostrava em segundo, mas empatado no limite da margem de erro.

A pesquisa foi feita nos 12 maiores colégios eleitorais: Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Aquidauana, Sidrolândia, Paranaíba, Maracaju e Coxim.

Para Odilon, as últimas pesquisas estão mais perto da realidades das ruas. “Não temos rejeição e cada dia mais as pessoas estão aderindo ao nosso projeto. No corpo a corpo sentimos isso diariamente. Nessa última semana vamos intensificar a campanha e levar nossas propostas à população, que já se decidiu pela mudança de verdade. Agora é a hora da virada”, declarou, acrescentando que os apoiadores voluntários devem continuar firmes no trabalho formiguinha de conversar com as pessoas em todo o Estado.

O nível de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máximo estimado considerando um modelo de amostragem aleatório simples, é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 1.040 eleitores, entre os dias 17 e 21 de outubro. A pesquisa foi registrada no TRE-MS sob o número 05585/2018.

Rejeição

O levantamento mostra que a Rejeição de Reinaldo continua maior. D e acordo com a amostragem, 35,10% dos entrevistados disseram que não votariam no candidato a reeleição de jeito nenhum, contra 25% de Odilon.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Investimento público em saneamento é prioritário

 SANEAMENTO


Por Luiz Augusto Pereira de Almeida*
Estudo do Banco Mundial (BIRD), que acaba de ser divulgado pela ONU, demonstra haver 100 milhões de pessoas sem acesso a sistemas adequados de saneamento básico na América Latina, incluindo 70 milhões que não têm água encanada. No Brasil, menos da metade da população conta com redes de esgoto.
O relatório salienta que nosso país detém um quinto das reservas hídricas mundiais. No entanto, tal abundância não significa acesso universal a água própria para o consumo e a saneamento. Menos da metade dos brasileiros (48,6%) é atendida por serviços de esgoto e somente 39% dos domicílios têm seus rejeitos tratados. Apenas 43% das residências dentre as 40% mais pobres do Brasil têm vasos sanitários ligados à rede de esgoto (este número citado pelo BIRD é de 2013). Outro aspecto enfatizado pelo estudo refere-se ao desperdício de água no processo de distribuição.
O novo relatório do BIRD confirma ser crucial que os governos dos países emergentes invistam em saneamento básico, inclusive a fundo perdido, para que água e esgoto sejam universalizados, independentemente de aspectos regionais ou classes de renda. Isso porque a falta desses equipamentos de infraestrutura gera problemas graves. Ingerir água contaminada, por exemplo, pode causar um sem número de doenças gastrointestinais. Outra consequência é o impacto no meio ambiente. Despejar esgotos não tratados pode contaminar o solo, lençóis freáticos e reservas de água.
Não podemos, também, deixar de citar o aspecto da dignidade humana. O saneamento básico insere-se no direito à saúde e à vida. Nossa Constituição destaca, em seu artigo 196, que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos.  
Exemplo da importância do aporte de recursos públicos nessa área podemos encontrar no Estado de São Paulo, que tem posição de destaque no Ranking de Saneamento do Instituto Trata Brasil, que abrange 100 municípios. Dentre as dez cidades melhor classificadas, seis são paulistas.  Por outro lado, segundo dados da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, tem sido adotado um conjunto de ações emergenciais e estruturantes, inclusive para o enfrentamento da pior estiagem ocorrida nos últimos 84 anos, cujo momento mais agudo foi o ano de 2015. Boa parte das medidas já estava prevista no Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista, publicado em 2013.
A Pasta revela, ainda, contar com programas de auxílio a municípios, como o Reágua e o Sanebase. As intervenções financiadas com recursos do Governo de São Paulo buscam ampliar os níveis de atendimento dos municípios para a implantação, reforma, adequação e expansão dos sistemas de água e esgotos, com vistas à universalização desses serviços. Isso contribui para a melhoria das condições de saúde e da qualidade da vida. Juntos, os programas contam com mais de 1.900 convênios firmados.
Também conforme informações da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, o governo paulista apoia os municípios não operados pela Sabesp, na execução de estações de tratamento de esgoto, com a execução de projetos, obras e serviços. Desde o início da implantação desse programa, foram atendidas 93 cidades, com investimento de R$ 170 milhões, abrangendo, até o momento, 1,32 milhão de habitantes.
Ademais, a Sabesp desenvolve o Programa de Redução de Perdas de Água, classificada pela Pasta como a maior iniciativa do Brasil nessa área. Trata-se de investimento de R$ 6 bilhões. O programa realiza a troca de ligações domiciliares, hidrômetros e redes de água. Também são pesquisados vazamentos não visíveis em 150 mil quilômetros de redes, o que equivale ao dobro de extensão de toda a tubulação de distribuição de água existente em todos os 366 municípios operados pela companhia, cujas perdas, nos últimos dez anos, foram reduzidas em 6,3 metros cúbicos de água por segundo. Este volume é suficiente para abastecer dois milhões de pessoas.
O estudo do BIRD e os dados do Estado de São Paulo evidenciam que saneamento básico não é algo que possa atender apenas à lógica da lei de mercado de direcionar investimentos aonde exista mais demanda. Afinal, água e esgoto têm direta correlação com saúde e sustentabilidade socioambiental.

Postado por Carlos PAIM

quinta-feira, 5 de maio de 2016

MPMG denuncia Samarco e 14 funcionários por crimes ambientais

Denúncia pede que eles sejam afastados e tenham passaportes recolhidos.
Promotor listou três crimes ambientais, dentre eles associação criminosa.


O Ministério Público de Minas Gerais informou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), emBelo Horizonte, que denunciou a mineradora Samarco e 14 funcionários da alta cúpula da empresa por crimes ambientais a respeito do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A tragédia completa hoje seis meses. De acordo com o promotor Marcos Paulo de Souza Miranda, a denúncia pede o afastamento dos funcionários, além do recolhimento dos respectivos passaportes. O G1 entrou em contato com a Samarco e aguarda retorno.
Os denunciados na ação são: Ricardo Vescovi de Aragão (diretor-presidente até 20 de janeiro), Kléber Luiz de Mendonça Terra (diretor de Operações e Infraestrutura até 20 de janeiro), Maury Souza Júnior (diretor de Operações e Infraestrutura após 20 de janeiro), Rubens Bechara Júnior (gerente geral de Saúde e Segurança), Márcio Isaías Perdigão Mendes (gerente geral de Meio Ambiente e Licenciamento), Wagner Milagres Alves (gerente geral de Operações de Mina), Germano Silva Lopes (gerente geral de Projetos Estruturantes), Daviely Rodrigues da Silva (gerente de Geotecnia de Barragens), Álvaro José Ribeiro Pereira (gerente de Segurança do Trabalho), João Batista Soares Filho (gerente de Desenvolvimento Ambiental e Licenciamento), Euzimar Augusto da Rocha Rosado (coordenador de Meio Ambiente), Edmilson de Freitas Campos (setor de Operações e Infraestrutura), Reuber Luís Neves Koury (setor de Operações e Infraestrutura) e Wanderson Silvério Silva (coordenador técnico de Planejamento e Monitoramento).
Seis dos denunciados estão com pedidos de prisão expedidos pela Polícia Civil de Minas Gerais por 19 homicídios, em decorrência do rompimento da barragem, dentre eles Ricardo Vescovi e Kléber Terra. A Polícia Federal também indiciou as empresas Samarco e Vale, uma das donas da Samarco, e a consultoria VogBR, que atestou a estabilidade de Fundão. Neste inquérito, sete pessoas também foram denunciadas, dentre elas, novamente, o diretor-presidente licenciado Ricardo Vescovi. Os demais nomes não foram divulgados.
Durante a entrevista coletiva nesta manhã, o promotor citou o desaparecimento de um vídeo que mostrava a movimentação de lama, em decorrência do rompimento de um dique da barragem de Fundão. Segundo Marcos Paulo Miranda, as imagens foram solicitadas à mineradora, mas não foram cedidas.
"As nossas investigações indicam que o sinistro ocorrido nos dias 16 e 17 de janeiro implicaram em uma imensa movimentação. O rompimento de um dique, chamado dique s2, que fazia parte da estrutura da barragem que havia rompido no dia 5 e sobrecarregou inclusive a barragem remanescente de Santarém. Ou seja, as vidas das pessoas residentes abaixo dessa barragem foram expostas novamente a risco", afirmou o promotor.
Medidas insuficientesO promotor de Justiça do Meio Ambiente Carlos Eduardo Ferreira Pinto, que também participou da coletiva nesta manhã, disse que as medidas da Samarco são insuficientes e que os rios continuam a ser poluídos.
"Não estamos satisfeitos. É muito aquém do que a sociedade espera. (...) As medidas são insuficientes, no que se refere ao vazamento. A poluição continua a ser lançada nos nossos rios, quer seja do ponto de vista das estruturas remanescentes e sua segurança, que ainda não atingiram um nível necessário para resguardar a sociedade. E, principalmente, na eficácia das medidas ainda insuficientes", afirmou.
Já a promotora Carolina Queiroz de Carvalho, que atua na comarca de Ponte Nova, criticou o acordo entre a União e as empresas e chamou a iniciativa de "desastrosa". O acordo assinado no dia 2 de março entre representantes dos poderes públicos federal,  dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além da Mineradora Samarco, teve o objetivo de criar um fundo de R$ 20 bilhões para recuperar a Bacia do Rio Doce em 15 anos. A previsão é que, entre 2016 e 2018, a mineradora aplique no fundo R$ 4,4 bilhões.
A campanha “Mar de Lama Nunca Mais”, iniciativa da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), em parceria com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Meio Ambiente, Patrimônio Histórico Cultural, Habitação e Urbanismo (Caoma), que visa a implantação de um projeto de lei que torne a fiscalização de barragens mais efetiva em Minas Gerais, alcançou mais de 13 mil assinaturas.


O rompimento da barragem de Fundão, que pertence à mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, afetou outras localidades de Mariana, além do leito do Rio Doce. Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades de Minas Gerais e no Espírito Santo e chegou ao mar. Dezenove pessoas morreram. Um corpo ainda está desaparecido. O desastre ambiental é considerado o maior e sem precedentes no Brasil.
De acordo com o promotor, os denunciados da Samarco cometeram crimes ambientais de poluição ambiental, omissão na adoção de medidas de prevenção a desastres, associação criminosa e dificultar ou impedir a atuação de órgãos de proteção ao meio ambiente.
A denúncia foi oferecida à Justiça no dia 10 de março. Marcos Paulo Miranda explicou que a ação está na Vara Federal de Ponte Nova, fixada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) como competente provisoriamente para ações a respeito do rompimento da barragem.
Os processos relacionados ao desastre estão suspensos até que o STJ julgue o conflito de competência em definitivo. Entre os processos está o inquérito da Polícia Civil, que indiciou sete pessoas por 19 homicídios, e o inquérito da Polícia Federal, que indiciou as empresas Samarco, Vale e VogBR e mais sete executivos e técnicos da Samarco e da VogBR pelo rompimento.
"Essa ação é desastrosa para a população que foi atingida, porque a União não tem nenhum bem dela, com exceção do meio ambiente em geral, atingido. Mas quando ela propõe uma ação dessas e pede que a Justiça Federal considere todos os danos englobados naquela ação, ela tira do cidadão que foi vítima a possibilidade de diálogo, e foi isso que aconteceu", argumentou Carolina.
Mar de Lama Nunca Mais
A proposta foi elaborada pela força-tarefa do Ministério Público de Minas Gerais que atua nas investigações da tragédia em Mariana. A meta é alcançar 30 mil adesões até o mês de junho. Outras informações aqui.
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Estudo mapeia o lixo jogado nos oceanos

Por (o))eco

Coleta de amostras - KOROR
Coleta de amostras de resíduos em Koror, Palau. Foto: Divulgação.
É sujeira para todos os lados. A poluição dos oceanos atinge locais isolados e de proteção ambiental, como a costa da república de Palau, um santuário marinho. A maior parte dos resíduos é plástico que vem de longe, trazido pelas ondas. O levantamento desse problemão ambiental está sendo feito por pesquisadores suíços que integram a expedição Race for Water Odyssey. Nesta quinta-feira (05), a embarcação que saiu há 300 dias de Bordeaux, na França, chegou ao Rio de Janeiro.
Ao todo, a expedição já percorreu 32 mil milhas náuticas até agora (um pouco mais de uma volta em torno da Terra) coletando dados, cujo resultado será apresentado até o ano que vem. Mas o que já sabem é preocupante: 80% da poluição dos oceanos é composta por plásticos, segundo amostras de resíduos retiradas pela equipe da Race for Water. Estima-se que a humanidade produz 250 milhões de toneladas de plástico cada ano, dos quais 10% acabam no mar. Plástico esse que poderia ser drasticamente reduzido com mudança de consumo, já que 35% são usados apenas uma vez e logo descartado. 
"Encontramos plástico em todo lugar, mesmo em áreas isoladas e bem preservadas”, explica Marco Simeoni, presidente da Race for Water e organizador da expedição. Em conversa com jornalistas na manhã desta quinta-feira, Simeoni explicou que embora seja possível encontrar resíduos em qualquer lugar, existem cinco grandes áreas que concentram a poluição devido às correntes marítimas. São as chamadas zonas de convergência. As manchas de poluição estão distribuídas nos oceanos Atlântico (Sul e Norte), Pacífico (Sul e Norte) e Índico, numa área que, juntas, totaliza duas vezes o tamanho do Brasil.  
Itinerário
Itinerário da expedição mostra a região das zonas de convergência, onde estão concentrados grandes quantidades de resíduos.
Campanha
Em terras fluminenses, a expedição foi recebida pelo embaixador suíço no Brasil, André Regli, e pelos representantes do Swissnex Brazil -- iniciativa do governo Suíço que conecta os dois países pela ciência, e do swissando, agência que promove a suíça no Brasil. Aqui, a fundação e o governo suíço lançaram a campanha nacional de conscientização chamada “mar sem lixo, mar da gente”, que debate o problema do lixo plástico nos oceanos.


Este artigo foi postado em sexta-feira, novembro 6th, 2015 as 02:02 na categoria Notícias. Você pode seguir esta postagem através do feed RSS 2.0 se quiser.

sábado, 12 de setembro de 2015

Aterro Sanitário

Biologia

O lixo ou resíduos sólidos que produzimos em nossa casa, no nosso trabalho, em nossa escola ou em qualquer outro local polui o meio ambiente e agrava consideravelmente a situação dos aterros sanitários do país, isso quando as cidades possuem um aterro sanitário, pois muitas possuem apenas um depósito a céu aberto onde as pessoas, que do lixo retiram seu sustento, podem se contaminar com doenças. Nessas cidades é necessário maior controle ambiental e maior cuidado com a saúde pública.
Os resíduos da atividade humana vêm se acumulando e degradando o ambiente natural, o que faz com que os recursos fiquem mais escassos e consequentemente mais caros.
O que ocorre é que a maioria da população não se preocupa com a quantidade de material descartável que gera e continua a utilizar mais do que a reciclar, sacos plásticos, metais, eletrônicos, que com o advento da modernidade se tornam rapidamente defasados, madeira, vidro, além do desperdício de alimentos e de muitos outros materiais que rapidamente são considerados inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

Um aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana, são provenientes de residências, indústrias, hospitais, construções e consiste em camadas alternadas de lixo e terra que evita mau cheiro e a proliferação de animais.

Um aterro segue princípios da engenharia de confinar resíduos sólidos à menor área possível e reduzí-los ao menor volume possível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão da jornada de trabalho ou em intervalos menores, se necessário. Deve ser impermeabilizado e possuir acesso restrito, ter a quantidade de lixo controlada e conhecer que tipos de resíduos estão sendo depositados. Na maioria, os aterros sanitários são construídos em locais afastados das cidades em razão do mau cheiro e da possibilidade de contaminação do solo e das águas subterrâneas. Essa contaminação pode ocorrer por infiltração do chorume ou percolado, líquido contendo componentes tóxicos que flui do lixo para o solo e corpos d’água.

Atualmente, existem normas que regulam a implantação dos aterros, e uma dessas regras é a implantação de mantas impermeabilizantes que evitem essa infiltração. É necessário também que haja a retirada desse líquido, por sistemas de drenagem eficientes, com posterior tratamento dos efluentes sem que agrida o meio ambiente. Gases também são liberados e podem ser aproveitados como combustíveis, o que pode trazer benefícios financeiros. Outras maneiras ambientalmente mais viáveis são a reciclagem, a compostagem, a reutilização e a redução.
Com a reciclagem, materiais que podem ser reciclados não vão para o aterro. Mas para que isso seja possível, é necessário que ocorra a coleta seletiva do lixo, ou seja, a separação dos diferentes componentes que utilizamos.
Com a reciclagem, os materiais são transformados em matéria-prima para a produção de um novo produto, reduzindo assim a utilização de fontes naturais. Um exemplo é a reciclagem de latinhas de alumínio. Reutilizar significa usar de novo, dando ou não uma nova função para um objeto considerado sem utilidade, como quando alguém transforma a embalagem de leite longa vida em caixa para presente.

Para evitar o desperdício de alimentos, muitas pessoas criam galinhas a fim de aproveitar tanto os ovos como os restos alimentares humanos. Já a compostagem é um conjunto de técnicas. O homem utiliza a compostagem para controlar o processo biológico dos micro-organismos ao transformarem a matéria orgânica em um material chamado composto, semelhante ao solo; utilizado como adubo por ser rico em nutrientes minerais e húmus. Esse processo aumenta a presença de fungicidas naturais e a retenção de água pelo solo.

Outro interessante modo de reduzir a quantidade de lixo produzido é o consumo consciente, ou seja, comprar aquilo que irá realmente utilizar, sem exageros para que não ocorram desperdícios.

Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Vereador licenciado impede “colega” de fiscalizar o lixão de Aquidauana

O fato gerou polêmica na 1ª sessão ordinária do Poder Legislativo aquidauanense, a partir do momento em que o vereador Mauro do Atlântico narrou o que imputa ser um fato inédito na política de Aquidauana. Em um documento protocolizado junto às Comissões Permanentes Justiça, Redação e Eficácia Legislativa e a de Obras Publicas, Desenvolvimento Urbano e Assuntos Fundiários, o vereador Mauro do Atlântico esclarece que no ultimo dia 23 foi alvo de desrespeito porque lhe foi negado o direito de fiscalização do deposito de lixo de nossa cidade pelo vereador licenciado e atual Gerente de Obras e Serviços Urbanos, Clézio Fialho.

O vereador Mauro do Atlântico teve negado o direito constitucional do vereador fiscalizar o Poder Executivo em suas ações, bem como na aplicação correta de recursos públicos. O direito à informação e fiscalização também decorre do principio da publicidade previsto no artigo 37 da mesma Carta, que será observado pela administração Publica como condição de validade de seus atos, consoante a balizada doutrina de Hely Lopes Meirelles.

Conclui-se, que o direito a informação e a fiscalização é amplo, alcançando não apenas os atos conclusos como, também os em andamento, porquanto é pressuposto na Administração Publica que nada se fará às escondidas. “Temos que cobrar uma atitude do prefeito Zé Henrique”, pois se trata de um flagrante desrespeito ao povo de Aquidauana.

Mauro do Atlântico obteve a solidariedade dos vereadores Thales Leite (PSDB), Nilson Pontim (PSDC), Luzia Cunha (PT) e Wezer Lucarelli (PROS). Por outro lado o presidente do Legislativo, vereador Anderson Meireles assumiu que tomará as providências que o episódio requer pois, não se pode cercear o direito de  fiscalização do vereador.

Nilson Pontim confirmou estar preocupado; vereador assume cargo no Executivo e não manifesta apoio às indicações dos demais. “Fico triste, pois nossas indicações têm por objetivo atender os interesses da comunidade que busca ações que possam a melhorar a qualidade de vida de todos”.

Já o vereador Lucarelli, disse que estranha a atitude do vereador licenciado Clézio Fialho e que a situação pode ser resolvida com diálogo, porém solicitou da Mesa Diretora que oficie ao prefeito Zé Henrique e que se ele não se manifestar pode ser discutida inclusive a cassação do alcaide. “Precisamos exercer em sua plenitude nosso direito constitucional de fiscalizar o Poder Executivo”


Leia também, a matéria publicada pelo G1, alguns dias antes do fim do prazo estabelecido pela lei, para a extinção dos lixões, após clicar no seguinte LINK:   

http://saneamentobasicogeral.blogspot.com.br/

segunda-feira, 3 de março de 2014

Noni: a planta que cura 27 enfermidades

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos

27/01/2009 11:28
 
Vez por outra, uma planta aparece no cenário nacional com a promessa de curar vários tipos de doenças. Em alguns casos, a fama é comprovada, em outros, os efeitos colaterais acabam por desmistificar o uso exagerado. Há algum tempo, os piauienses conheceram uma planta comum do Taiti, chamada popularmente de Noni. Muitos pesquisadores estão estudando os efeitos de seu fruto e já comprovaram, com 75% de eficiência, os efeitos positivos para a cura de 27 enfermidades. 

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos. O fruto noni, que lembra uma graviola ou fruta do conde, é transformado em suco e misturado com suco de uva ou goiaba, em proporções já estabelecidas. O suco combate, entre outras doenças, artrite, artrose, reumatismo, diabetes tipo 1 e 2, dores de cabeça, impotência sexual, perda de peso e hipertensão. A planta pode chegar a três metros de altura e produz durante o ano inteiro. 

O professor do curso de Agronomia e coordenador do Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais da UFPI, Francisco Rodrigues Leal, diz que o noni já tem seu espaço garantido na Fitoterapia. “É uma fruta com um sabor e um cheiro diferentes que, aos poucos, a gente se acostuma. No seu país de origem, a fruta é largamente consumida in natura, como nós comemos a goiaba aqui”, comentou o professor. 

De acordo com informações de Francisco Leal, o noni funciona porque tem como princípio elevar a imunidade da pessoa e recuperar as células danificadas. “Além, é claro de toda a riqueza de vitaminas e aminoácidos contidos na fruta”, disse. O concentrado deve ser feito na seguinte proporção: 89% da polpa da fruta e 11% de suco de uva ou goiaba. “Se o paciente fizer em um copo de 100ml deve usar 60% de polpa e 40% de suco de uva ou goiaba”, disse. 

A empresária Margarida dos Santos, de 55 anos, já pagou caro pela garrafa de suco comercializada no Brasil. “Comprei a garrafa em São Paulo. Eu sofria de refluxo gastro-esofágico e depois de 15 dias tomando o suco o problema começou a diminuir — já o remédio não tinha adiantado. O bem-estar aumentou, a pele melhorou bastante e meu cabelo parou de cair como vinha acontecendo de forma dramática. Já tomo o suco há três meses, de manhã em jejum”, informou. 

Francisco Leal alertou, porém, que cada caso é um caso. O paciente deve procurar orientação de um fitoterapeuta, para não correr o risco de usar medidas diferentes ou simplesmente não saber o tempo correto do tratamento. O setor de agronomia da UFPI conta hoje com pouco mais de cem plantas de noni e distribui mudas, em pequena quantidade, para a população.

Produto ainda não tem registro na Anvisa

A popularidade do Noni em alguns países está intimamente ligada ao seu poder terapêutico. Em 2003, a fruta virou febre nos Estados Unidos, que por lá, é misturada com blueberry ou cranberry. Em tempo: o cranberry, uma frutinha vermelha do Hemisfério Norte, é parente da groselha e, acredita-se, do cupuaçu. De acordo com estatísticas de 2003, uma garrafa do suco era vendida a cada dois segundos (ou menos) pelo mundo afora — sem falar das cápsulas e dos chás. Muitas pessoas também revendem o suco na Internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - informou, em maio de 2007, que o noni não possui histórico de consumo no Brasil e, portanto, a comercialização de qualquer alimento contendo esse ingrediente só será permitida após a comprovação de sua segurança de uso e registro na Anvisa. Ressaltou ainda que, de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás e de vários outros estados brasileiros proibiram a comercialização do suco vendido no Brasil, exatamente por causa da não comprovação da segurança da Anvisa. Controvérsias à parte, quem faz uso do suco do noni diz que seus efeitos são únicos e não se arrependem de tomar, diariamente. 

Fonte: Katiúscia Alves / Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Repórter: Portal O Dia